Arquivo de 22 de janeiro de 2016

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Caríssimos rádio ouvintes, a Paz do Senhor seja com todos vós; por graça de Deus, de novo aqui estamos, para vos entregar a Sua mensagem, que hoje será sobre o seguinte tema:

“Deus a procura de homens”. Baseado no Evangelho segundo São Lucas 5: 27 e 28.

Leiamos: “passando estas cousas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria e disse-lhe: segue-me. Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.”

É subida a honra com a qual, Deus vem prendando os homens, dando-lhes oportunidade de se fazerem cooperadores seus; a pesar de mal correspondido, continua o Senhor a lhes dar novas oportunidades.

Adão foi o primeiro dos homens a quem  Deus confiou a honra de ser o seu colaborador, como superintendente, neste planeta que havia criado; tinha o Senhor, sobejas razões para esperar de Adão a mais eficiente cooperação, porém como todos vós bem sabeis, o resultado foi bem decepcionante.

Por culpa de Adão, o mundo tornou-se vassalo do Pecado, chegando à mais avançada corrupção, levando aquela civilização, a mais tremenda das catástrofes, que foi o dilúvio, do qual milagrosamente salvou-se Noé com sua família, com quem Deus havia feito uma aliança, devido as qualidades ele era portador.

Leiamos no livro de Genesis 6:18 – “Mas contigo estabelecerei o meu concerto; e entrarás na arca tú e os teus filhos e tua mulher, e as mulheres dos teus filhos contigo.

Dos milhões que habitavam o planeta, só Noé foi achado justo, no meio da mais avançada corrupção, conduzia-se no temor de Deus; sendo por essa razão separado como uma semente bendita, para conservação da espécie; e, Deus com ele fez aliança, e o constituiu como vice- rei; finda a catástrofe, a arca no baixar das águas, assentou-se no monte Ararat na Armênia, donde desceu Noé e sua família, em demanda à planície, onde entregou-se à agricultura; plantou também uma vinha, do seu fruto fabricou o vinho e com ele embriagou-se, e foi achado nú dormindo em sua tenda, por seu filho Cão, que transmitiu o fato aos seus irmãos, acabando o delator ser descoberto por Noé, que por isso amaldiçoou toda raça que de seu filho viria descender.

Notamos que contudo ter sido Noé, dentre os seus contemporâneos o melhor dos homens, dotado das melhores qualidades, iniciou a povoar o mundo, dando aos seus filhos, um mau exemplo, servindo-lhes de tropeço; e não bastasse isso, amaldiçoou os descendentes do seu filho delator, desejando-lhes no mundo, a posição de escravos de seus irmãos; como Adão, Noé também falhou, dando ao diabo nova oportunidade, prejudicando assim o plano de Deus.

O Pecado nas suas diferentes modalidades foi se propagando, até que, resultou na grande confusão das línguas, e, consequentemente na dispersão; apesar de mais este incidente, Deus continuou a procurar de entre os homens, alguém em quem pudesse confiar, a fim de com Ele colaborar no reestabelecimento de seu Reino neste mundo.

Observando, Deus os homens, o seu olhar pousou sobre um cidadão da Caldéia por nome de Abrão; que, apesar do pecado estar predominando em todos os setores, ele era como o ouro separado da escória; e, que, separado do povo, conduzindo à escola de Deus, poderia tornar-se o veículo, o meio, pelo qual Deus poderia abençoar todas as nações da terra. (Gen.12:1-4)

Certo dia, ouviu Abrão a vos de Deus em Genesis 12: 1 e 2; “Ora o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu lhe mostrarei. Far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, engradecerei o teu nome e tu serás uma benção.

O atender a chamada de Deus, implicava a Abrão, sérios sacrifícios, porém, o Senhor dentre todos os seus contemporâneos, viu-o como o único com possibilidades para isso; para ser uma benção, foi Abrão chamado; tinha porém que renunciar o seu conforto, as suas amizades, a civilização Caldaica, e seguir a direção de Deus; era essa a única maneira de ele poder cooperar com Deus.

Abrão não hesitou, deixou tudo, e saiu. Satisfez as expectativas, saiu dirigido por Deus e tornou-se uma benção, o amigo de Deus, a ponto de Deus dizer que não podia deixar de revelar a Abrão o seu plano; sim, contudo ele ser homem, pôde servir como benção de Deus aos homens; a nação da qual veio nascer o salvador do mundo, sendo fruto da obediência de Abrão. Ele foi no seu tempo, o homem que preencheu as exigências divina, fazendo-o, Deus, assim uma benção até os nossos dias. Aleluia!

Segundo as palavras de Santo Estevão, consequente de uma grande fome na Mesopotâmia, onde peregrinavam os filhos de Abrão, desceram eles em numero de setenta e cinco almas ao Egito, onde se multiplicaram a ponto de se tornarem um grande povo, causando este crescimento, preocupação a Faraó, rei do Egito; que temendo-o, usou de todos os meio para enfraquece-lo, chegando a escravizá-los. Nessa circunstância, buscou Deus a um homem que liderasse Israel e servisse como instrumento para salvação de seu povo.

Em Moisés, foram encontradas as qualidades exigidas, tendo ele, assim, a confiança do Senhor; quando apascentava o rebanho de seu sogro no deserto de Midian, enquanto as ovelhas sob seu cuidado trituravam a grama, ele meditava, suspirava, pelo cumprimento das promessas de Deus feitas a Abraão seu pai; quando de súbito percebe a sarça ardendo e dela ouviu de Deus, entre outras coisas, o seguinte: “…vem agora pois, e eu o enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, Israel, da terra do Egito”.[ Ex.3. 10]

Depois de muito relutar, alegando incapacidade, Moisés atende a chamada, ou melhor a ordem de Deus, e armado por ele de um poder miraculoso, dirigiu-se a Faraó, que constrangido cedeu ao pedido de Moisés dando liberdade aos israelitas para não ver sua nação destruída.

Saiu Moisés a frente dos milhões de israelitas, tendo Deus como guia, conduziu-os até as portas da promissão; ali morreu Moisés, depois de longos anos de ministério fecundo, sendo nomeado por Deus como seu sucessor, Josué a quem foi dado o privilégio de introduzir a nação de Israel na terra prometida.

Diante destes fatos, fica comprovado o valor do homem que atende ao chamado de Deus, fazendo-se seu auxiliar na realização das suas obras. Glória a Deus!

Em todas as ocasiões de crise, Deus tem encontrado entre os homens, alguém que o ouça e obedeça; assim a vontade gloriosa e soberana de Deus vai se realizando. Quero vos apresentar no primeiro livro de Samuel, no capítulo três e no versículo dez, ainda um exemplo, leiamos: ” Então veio o Senhor, e ali esteve e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala Senhor, porque o teu servo ouve.”

Era esse tempo, um tempo de decadência religiosa em Israel; o temor do Senhor havia desaparecido dos lideres espirituais; haviam eles transformado o sacerdócio em uma mera profissão, para dele se locupletarem, consequentemente o povo seguia a mesma rotina, nos diferentes setores da vida; como desses fenômenos sempre resultam perturbações políticas, econômicas, enfim, perturbações de toda natureza, Israel além de outras consequências, estava ameaçado pelos exércitos filisteus, que chegaram mesmo a derrotarem os israelitas.

Foi quando ao país se encontrava nessas circunstâncias, que Deus, para poder salvá-los, precisava de um homem; homem esse que, antes de tudo encaminhasse o povo a Deus; pois esse era, é e será o segredo para solucionar quaisquer mal, individual ou nacional. Samuel era um sacerdote    adolescente, de pouca experiência, mas que vivia para Deus, ouviu certa noite, quando em sua cama repousava, a voz de Deus a chamá-lo: “Samuel, Samuel e ele respondeu prontamente; Fala senhor, porque o teu servo ouve”; o sentido da sua expressão, ficou positivado, durante os anos que exerceu a liderança naquela nação, sob a direção sabia, a quem ele sempre obedeceu; no seu ministério a nação foi levada à conversão a Deus e à vitória contra os filisteus.

Meus diletos ouvintes, podia vos apresentar muitos outros exemplos, de homens que ouvindo a chamada de Deus, foram maravilhosamente usados, tornando-se uma benção para a sociedade, e enfim para a humanidade em geral.

A carência de homens que estejam dispostos a atender a chamada de Deus é incontestável, e isto evidenciou-se em todos os tempos; com referencia a isto me vem à lembrança o caso do sábio grego chamado Diógenes, que em Atenas com uma vela acesa na mão ao meio dia andava pelas ruas dizendo: “Dai-me um homem”; com isso o sábio queria dar a entender ao público a falência moral e a dignidade dos seus compatriotas, em que nível se encontrava.

A propósito, leiamos no Salmo cinquenta e três os versículos um e dois: ” Deus olhou desde os céus, para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há sequer um só”.

Diante das palavras que ouvimos, percebemos que Deus tinha uma obra a ser feita, não havendo porém neste mundo, ninguém idôneo para realizá-la; foi então necessário a Jesus humanar-se e vir a este mundo afim de realizá-la; nasceu, viveu ensinou e por fim, sabedor dos dias, que tinha neste mundo, antes de selar com seu sangue a sua obra, procurou homens, que continuariam trabalhando para a reabilitação e salvação da humanidade.

Entre outros, chamou Jesus a Levi, alfandegário, dizendo-lhe: Segue-me. Dize-nos São Lucas, que Levi levantou-se e, deixando tudo  o seguiu; Levi procedeu como Abraão que deixou tudo para se tornar uma benção; eis ai a razão da dificuldade de Deus em encontrar homens para a sua obra, afim de O auxiliarem na salvação do mundo; nem todos aceitam deixar tudo, por Cristo, começar de novo, na escola de Cristo são poucos, que isto aceita.

Diógenes dizia, andando pelas ruas de Atenas, com vela acesa, quando o sol ainda estava a pino, dai-me um homem ; porém, Deus ainda hoje, está a procura de homens e de mulheres que estejam prontos a obedecê-Lo para a salvação das almas, para a salvação da nossa pátria.

Nosso país encontra-se em estado caótico, os seus problemas a muitos parecem insolúveis, porém eu vos digo que, o maior problema em nossa terra é a crise de homens, que percebemos acentuadíssima; no Brasil não faltam recursos materiais. A nossa flora é sem igual, a nossa terra é dadivosa, o nosso sub- solo é rico em jazidas, o patrimônio material do Brasil é inesgotável.

Porém, ao nosso querido Brasil, faltam os homens, não homens políticos, não somente homens dotados de grande cultura, pois isso os tem o grande Brasil, porém para que ele s torne realmente grande, lhe é necessário homens, homens como Abraão, homens como Samuel, homens como Leví, que estejam prontos a deixar-se guiar por Deus, a seguir a Cristo, que estejam dispostos a aprender com Cristo, o Brasil precisa de homens, mas homens de Deus.

Cristo continua a procurar, e a chamar os homens dizendo: “Segui-me” ; meus amigos, meus ouvintes, que esse convite encontre eco nos vossos corações, para a vossa benção, para vossa salvação para que sejais nas mãos de Deus uma benção para o nosso Brasil, Aleluia!

Deus está chamando os homens para a salvação, para a cooperação com Ele, continua ainda hoje a chamar, escuto-o agora a dizer: “Segui-me”, oxalá, que todos os que me ouvem o sigam. Amem.

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Mensagem Radiofônica de 1987

Publicado: 22 de janeiro de 2016 em Sem categoria

voltaRádio Difusora Casa Branca/ Rádio Nova São Manuel

Caríssimas senhoras e senhores ouvintes desta prestigiosa emissora, diletíssimos irmãos e irmãs em Cristo, vos saudamos com a Paz Do Senhor!

Temos a honra de adentrar aos vossos lares mais esta audição dominical, cooperando com o senhor diretor deste conceituado programa, o nosso irmão Candido,[Edmundo e o supervisor Bernardino] que pelo seu esforço e amor à causa de Cristo merece de todos os crentes a mais ampla cooperação.

Como nós nos propusemos no domingo próximo passado, continuaremos nesta audição, com a nossa mensagem: “Sinal do Fim”, isto é; sinal do fim desta civilização. Prossigamos portanto nosso tema.

E estando assentado no monte das oliveiras, chegaram-se a Ele os seus discípulos em particular, dizendo: “dize-nos quando serão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo”, este acontecimento se acha registrado no Evangelho segundo São Mateus, capítulo 24 e versículo 3.

As palavras de Jesus que vos li, foram por ele proferidas em consequência a uma observação feita pelos discípulos ao templo em Jerusalém cuja estrutura e riqueza os deixara maravilhados, levando-os a esta expressão: ” Que templo e que pedras!” e Jesus lhes respondeu: “vedes tudo isto? Não ficará aqui pedra sobre pedra” e continuaram a caminhada ao monte das oliveiras.

Chegando ao monte, onde se assentaram e donde podiam contemplar a cidade e o monte Moriá, onde o Majestoso Templo se achava construído, com pedras de Mármore branca, os seus átrios, as suas escadarias, a sua porta de ouro maciço, era uma das sete maravilhas do mundo, naqueles dias.

Sobre tudo, era o templo para os judeus, o lugar mais santo da terra. Tanto que sobre o portal se lia um inscrição, ameaçando com pena de morte o gentio que por ela entrasse.

Portanto era para os discípulos quase incrível o que acabaram de ouvir e por esta razão, martirizavam os seus pensamentos, as palavras que a pouco haviam escutado da boca de Jesus e não conseguindo permanecer no seu mutismo, quando lá do monte das Oliveiras os discípulos contemplavam a cidade e o templo, o mais afoito dentre eles disse a Jesus: “Mestre, acontecerá tudo isso que falaste e qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo?”.

A resposta a pergunta dos discípulos a encontramos no capítulo 24 de São Mateus, que por escassez  de tempo deixarei ao vosso cargo a sua leitura, mencionando apenas alguns dos muitos sinais apontados por Jesus, isto é; sinais da vinda de Cristo e do fim da atual civilização.

Dentre os sinais temos os seguintes: falsos profetas, falsos mestres, religiosos de faixada, cristianismo sem Cristo, acumulo de riquezas por alguns em prejuízo e miséria da maioria, descontentamento geral, nações em guerra; estamos vivendo os dias proféticos dos pés da estátua que Daniel, o profeta, interpretou. Pés que eram de ferro e barro, que não se unem, este é o estado das nações, neste mundo, que não haverá quem consiga o milagre de uni-las, como o ferro não se caldeia com o barro.

Contudo, terem homens bem intencionados envidado os maiores esforços, apesar de tratados por eles assinados, tudo tem terminado em fracasso e vemos a O.N.U, instituição falida.

O egoísmo das nações, tem levado ao fracasso todas as tentativas de pacificação.

A violência se acha com a sua bandeira desfraldada, a violência campeia: “Sinal do fim”.

Sim meus ouvintes amigos e caríssimo irmãos, as profecias com respeito ao fim estão se cumprindo, os sinais do fim apontados por Jesus, nós os estamos vivendo; breve o drama que vem se desenvolvendo nas muitas civilizações que passaram pelo nosso planeta, terá o seu epílogo; vigiemos pois, preparemo-nos para o reinado de Cristo, reino que não passará para outras mãos. Cristo então fará novas todas as cousas, conforme a promessa por ele feita: Leia Apocalipse cap.21: 5.

Amem, Amem.

Maranata: 06/07/1987

Casa Branca